quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Feliz Continuidade de Vida...

Há poucos dias atrás recebemos muitas felicitações pelo ano que iniciaria; muitos votos para um ano novo repleto de realizações, saúde, paz, amor, alegrias...
Esse período me fez refletir bastante no que escreveria nesse espaço para os leitores que me acompanham e como o tempo passa tão rápido, nem me dei conta que hoje já estamos no primeiro dia da segunda quinzena de janeiro de 2014!
No afã das festas e comemorações, confesso, fiquei um tanto quanto “contagiada” com as repetitivas frases de “Feliz Ano Novo” e até pensativa em relação a esse recorte no tempo onde muitas vezes nasce um sentimento mágico de conclusão de um ano e início de outro. Essa mágica me fez lembrar as palavras do grande escritor Carlos Drummond de Andrade quando menciona em um dos seus poemas que a ”ideia de cortar o tempo em anos industrializou a esperança quando chegamos no limite da exaustão”, ou seja, nos acostumamos com a dinamicidade dos 365 dias de um ano e quando chegamos perto da finalização do que chamamos um ciclo anual, somos tomados pelo cansaço, enfado e a fadiga das muitas tarefas e atribuições que abraçamos ou que fomos expostos; como se concluir um ciclo enfadonho e fatigante nos levasse em questão de segundos pra um outro novo, original, puro e inocente “ano novo”! E é incrível o quanto acreditamos nessa magia. O recorte e a virada para um novo ano nos envolve em novos sonhos, propósitos e realizações. Até aí tudo bem, mas muitas vezes esquecemos que logo seremos sugados pelo turbilhão de afazeres e novamente emergimos no ritmo dos velhos hábitos e atitudes, fazendo com que o ano novo se torne velho.
Com esse movimento recursivo, nossa vida passa com rapidez e nem nos damos conta das perdas irreparáveis impostas pela velocidade do tempo. Perdemos a beleza dos dias e seu cenário multicolorido presenteado diariamente pela natureza, perdemos os muitos tons do céu, as multifacetadas formas das nuvens, o surgimento do arco-íris, o calor e intensidade dos abraços, não compreendemos a linguagem não verbal expressa pelo sorriso. Não percebemos o olhar profundo dos nossos queridos que pedem um diálogo, uma atenção. Não temos tempo pra entender as entrelinhas das discussões e isso faz com que muitas vezes respondamos com a incompreensão...
Assim, penso que não teremos ano novo se as atitudes forem antigas,
Não teremos ano novo se a mente não for renovada,
Não teremos ano novo se os novos objetivos não encontrarem com a fé, a esperança e a determinação...
Não teremos ano novo se o traje for novo, mas o corpo, a mente e o espírito não forem ressignificados,
Não teremos ano novo se de fato não vivermos todos os 365 dias do ano em novidade de vida...
Que tenhamos não apenas um ano novo, mas uma vida nova, mente e atitudes transformadas a cada dia; caso contrário ocorrerá apenas a mudança cronológica porém, a reprodução de velhos hábitos num velho Ser Humano.
Desta feita, minha intenção nesse momento não é de apenas desejar um Feliz Ano Novo às vésperas ou nas primeiras horas do mês de janeiro, antes, quis colocar em prática a racionalidade e a emoção para compreender esse momento e repartir com cada um de vocês esse singelo texto para desejar-lhes “Feliz Continuidade de Vida” com muita presença de Deus para nos conduzir até o fim dos nossos dias!

"Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável." Romanos 12:2





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