Há poucos dias atrás recebemos muitas
felicitações pelo ano que iniciaria; muitos votos para um ano novo repleto de
realizações, saúde, paz, amor, alegrias...
Esse período me fez refletir bastante no
que escreveria nesse espaço para os leitores que me acompanham e como o tempo
passa tão rápido, nem me dei conta que hoje já estamos no primeiro dia da
segunda quinzena de janeiro de 2014!
No afã das festas e comemorações, confesso, fiquei um tanto quanto “contagiada” com as repetitivas
frases de “Feliz Ano Novo” e até pensativa em relação a esse recorte no tempo
onde muitas vezes nasce um sentimento mágico de conclusão de um ano e início de
outro. Essa mágica me fez lembrar as palavras do grande escritor Carlos
Drummond de Andrade quando menciona em um dos seus poemas que a ”ideia de
cortar o tempo em anos industrializou a esperança quando chegamos no limite da
exaustão”, ou seja, nos acostumamos com a dinamicidade dos 365 dias de um ano e
quando chegamos perto da finalização do que chamamos um ciclo anual, somos
tomados pelo cansaço, enfado e a fadiga das muitas tarefas e atribuições que
abraçamos ou que fomos expostos; como se concluir um ciclo enfadonho e
fatigante nos levasse em questão de segundos pra um outro novo, original, puro
e inocente “ano novo”! E é incrível o quanto acreditamos nessa magia. O recorte
e a virada para um novo ano nos envolve em novos sonhos, propósitos e
realizações. Até aí tudo bem, mas muitas vezes esquecemos que logo seremos
sugados pelo turbilhão de afazeres e novamente emergimos no ritmo dos velhos
hábitos e atitudes, fazendo com que o ano novo se torne velho.
Com esse movimento recursivo, nossa vida
passa com rapidez e nem nos damos conta das perdas irreparáveis impostas pela
velocidade do tempo. Perdemos a beleza dos dias e seu cenário multicolorido
presenteado diariamente pela natureza, perdemos os muitos tons do céu, as
multifacetadas formas das nuvens, o surgimento do arco-íris, o calor e
intensidade dos abraços, não compreendemos a linguagem não verbal expressa pelo
sorriso. Não percebemos o olhar profundo dos nossos queridos que pedem um
diálogo, uma atenção. Não temos tempo pra entender as entrelinhas das
discussões e isso faz com que muitas vezes respondamos com a incompreensão...
Assim, penso que não teremos ano novo se
as atitudes forem antigas,
Não teremos ano novo se a mente não for
renovada,
Não teremos ano novo se os novos
objetivos não encontrarem com a fé, a esperança e a determinação...
Não teremos ano novo se o traje for novo,
mas o corpo, a mente e o espírito não forem ressignificados,
Não teremos ano novo se de fato não
vivermos todos os 365 dias do ano em novidade de vida...
Que tenhamos não apenas um ano novo, mas
uma vida nova, mente e atitudes transformadas a cada dia; caso contrário ocorrerá
apenas a mudança cronológica porém, a reprodução de velhos hábitos num velho
Ser Humano.
Desta feita, minha intenção nesse
momento não é de apenas desejar um Feliz Ano Novo às vésperas ou nas primeiras horas
do mês de janeiro, antes, quis colocar em prática a racionalidade e a emoção para
compreender esse momento e repartir com cada um de vocês esse singelo texto para
desejar-lhes “Feliz Continuidade de Vida” com muita presença de Deus para nos
conduzir até o fim dos nossos dias!
"Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável." Romanos 12:2
"Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável." Romanos 12:2

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