terça-feira, 12 de novembro de 2013

12 de Novembro - Dia do Psicopedagogo (a)




O símbolo da Psicopedagogia foi eleito por maioria de votos no VIII Congresso Brasileiro de 
Psicopedagogia realizado em São Paulo de 9 a 11 de julho de 2009. O significado foi descrito da 
seguinte forma: Fita de Moebüs com 3 voltas. Representa o olhar do Psicopedagogo. As 
voltas estão dispostas de forma a representar a aprendizagem do indivíduo. círculo central representa o indivíduo em processo para a aquisição de conhecimento, chegando ao fim com mudanças perceptíveis (círculo vermelho).

No dia do Psicopedagogo (a), compartilho nosso Código de Ética e algumas leis que sinalizam algumas conquistas. 

CÓDIGO DE ÉTICA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA - ABPp, reformulado pelo Conselho Nacional e Nato do biênio 95/96

CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS

Artigo 1º

A psicopedagogia é um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana; seus padrões normais e patológicos, considerando a influência do meio _ família, escola e sociedade _ no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da psicopedagogia.


Parágrafo único
A intervenção psicopedagógica é sempre da ordem do conhecimento relacionado com o processo de aprendizagem

Artigo 2º
A Psicopedagogia é de natureza interdisciplinar. Utiliza recursos das várias áreas do conhecimento humano para a compreensão do ato de aprender, no sentido ontogenético e filogenético, valendo-se de métodos e técnicas próprios.

Artigo 3º
O trabalho psicopedagógico é de natureza clínica e institucional, de caráter preventivo e/ou remediativo.

Artigo 4
Estarão em condições de exercício da Psicopedagogia os profissionais graduados em 3º grau, portadores de certificados de curso de Pós-Graduação de Psicopedagogia, ministradoem estabelecimento de ensino oficial e/ou reconhecido, ou mediante direitos adquiridos, sendo indispensável submeter-se à supervisão e aconselhável trabalho de formação pessoal.

Artigo 5
O trabalho psicopedagógico tem como objetivo: (i) promover a aprendizagem, garantindo o bem-estar das pessoas em atendimento profissional, devendo valer-se dos recursos disponíveis, incluindo a relação interprofissional; (ii) realizar pesquisas científicas no campo da Psicopedagogia.


CAPÍTULO II

DAS RESPONSABILIDADES DOS PSICOPEDAGOGOS


Artigo 6º

São deveres fundamentais dos psicopedagogos:
A) Manter-se atualizado quanto aos conhecimentos científicos e técnicos que tratem o fenômeno da aprendizagem humana;
B) Zelar pelo bom relacionamento com especialistas de outras áreas, mantendo uma atitude crítica, de abertura e respeito em relação às diferentes visões do mundo;
C) Assumir somente as responsabilidades para as quais esteja preparado dentro dos limites da competência psicopedagógica;
D) Colaborar com o progresso da Psicopedagogia;
E) Difundir seus conhecimentos e prestar serviços nas agremiações de classe sempre que possível;
F) Responsabilizar-se pelas avaliações feitas fornecendo ao cliente uma definição clara do seu diagnóstico;
G) Preservar a identidade, parecer e/ou diagnóstico do cliente nos relatos e discussões feitos a título de exemplos e estudos de casos;
H) Responsabilizar-se por crítica feita a colegas na ausência destes;
I) Manter atitude de colaboração e solariedade com colegas sem ser conivente ou acumpliciar-se, de qualquer forma, com o ato ilícito ou calúnia. O respeito e a dignidade na relação profissional são deveres fundamentais do psicopedagogo para a harmonia da classe e manutenção do conceito público.


CAPÍTULO III 
DAS RELAÇÕES COM OUTRAS PROFISSÕES

Artigo 7º
O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boas relações com os componentes das diferentes categorias profissionais, observando, para este fim, o seguinte:
A) Trabalhar nos estritos limites das atividades que lhes são reservadas;

B) Reconhecer os casos pertencentes aos demais campos de especialização; encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento;



CAPÍTULO IV

DO SIGILIO



Artigo 8º
O psicopedagogo está obrigado a guardar segredo sobre fatos de que tenha conhecimento em decorrência do exercício de sua atividade.
Parágrafo Único
Não se entende como quebra de sigilio, informar sobre cliente a especialistas comprometidos com o atendimento.

Artigo 9º
O psicopedagogo não revelará, como testemunha, fatos de que tenha conhecimento no exercício de seu trabalho, a menos que seja intimado a depor perante autoridade competente.

Artigo 10º
Os resultados de avaliações só serão fornecidos a terceiros interessados, mediante concordância do próprio avaliado ou do seu representante legal

.

Artigo 11º
Os prontuários psicopedagógicos são documentos sigilosos e a eles não será franqueado o acesso a pessoas estranhas ao caso.


CAPÍTULO V

DAS PUBLICAÇÕES CIENTIFICAS

Artigo 12º
Na publicação de trabalhos científicos, deverão ser observadas as seguintes normas:

a) A discordância ou críticas deverão ser dirigidas à matéria e não ao autor;

b) Em pesquisa ou trabalho em colaboração, deverá ser dada igual ênfase aos autores, sendo de boa norma dar prioridade na enumeração dos colaboradores àquele que mais contribuir para a realização do trabalho;
c) Em nenhum caso, o psicopedagogo se prevalecerá da posição hierarquia para fazer publicar em seu nome exclusivo, trabalhos executados sob sua orientação;
d) Em todo trabalho científico deve ser indicada a fonte bibliográfica utilizada, bem como esclarecidas as idéias descobertas e ilustrações extraídas de cada autor.



CAPÍTULO VI

DA PUBLICIDADE PROFISSIONAL


Artigo 13º

O psicopedagogo ao promover publicamente a divulgação de seus serviços, deverá faze-lo com exatidão e honestidade.

Artigo 14º
O psicopedagogo poderá atuar como consultor científico em organizações que visem o lucro com venda de produtos, desde que busque sempre a qualidade dos mesmos.


CAPÍTULO VII

DOS HONORÁRIOS

Artigo 15º
Os honorários deverão ser fixados com cuidado, a fim de que representem justa retribuição ao serviços prestados e devem ser contratados previamente.


CAPÍTULO VIII

DAS RELAÇÕES COM SAÚDE E EDUCAÇÃO

Artigo 16º
O psicopedagogo deve participar e refletir com as autoridades competentes sobre a organização, implantação e execução de projetos de Educação e Saúde Pública relativo às questões psicopedagógicas.


CAPÍTULO IX

DA OBSERVÂNCIA E CUMPRIMENTO DO CÓDIGO DE ÉTICA

Artigo 17º
Cabe ao psicopedagogo, por direito, e não por obrigação, seguir este código.

Artigo 18º
Cabe ao Conselho Nacional da ABPp orientar e zelar pela fiel observância dos princípios éticos da classe.

Artigo 19º
O presente código só poderá ser alterado por proposta do Conselho da ABPp e aprovado em Assembléia Geral.


CAPÍTULO X

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


Artigo 20º

O presente código de ética entrou em vigor após sua aprovação em Assembléia Geral, realizada no V Encontro e II Congresso de Psicopedagogia da ABPp em 12/07/1992, e sofreu a 1ª alteração proposta pelo Congresso Nacional e Nato no biênio 95/96, sendo aprovado em 19/07/1996, na Assembléia Geral do III Congresso Brasileiro de Psicopedagogia da ABPp, da qual resultou a presente solução.



Legislações:

O Projeto de Lei número 3512 de 2008, PLC número 31 de 2010 de autoria da Deputada Professora Raquel Teixeira, "dispõe sobre a regulamentação do exercício da atividade de Psicopedagogia".

Código Brasileiro de Ocupação - CBO - 2394-25 (Programadores, avaliadores e orientadores de ensino Psicopedagogo)

Porém, ainda temos um caminho a percorrer... FELIZ DIA!



quarta-feira, 30 de outubro de 2013

VI Seminário Regional de Formação de Gestores e Educadores do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade - 28/10/2013

VI Seminário Regional de Formação de Gestores e Educadores do Programa Educação Inclusiva: Direito à Diversidade. Participaramm desta formação cursistas de 17 municípios de abrangência do Polo Uberlândia e 50 cursistas de Uberlândia

Atendimento Educacional Especializado - AEE para estudantes com Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD

Ministrante: Noemi Mendes








quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Viagem à África




Está chegando...

Sei que muito mais que repassar ensinamentos e tentar contribuir com os professores (as) e crianças africanos (as), será a oportunidade de aprender com todos ali, pois, a beleza, a aprendizagem e o amor estão nas coisas mais simples desse mundo...


Educar

“Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.

O educador diz: “Veja!”

- e, ao falar, aponta.

O aluno olha na 
direção apontada e vê o que nunca viu.

Seu mundo 
se expande.

Ele fica mais 
rico interiormente...”

“E, ficando mais rico interiormente, ele 
pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.”

“Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.”

“A primeira tarefa da 
educação é ensinar a ver...

“É através dos olhos que as 
crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo...”
“Os olhos têm de ser educados 
para que nossa alegria aumente.”

“A educação se divide em duas partes: 
educação das habilidades e educação das sensibilidades...”

“Sem a educação das sensibilidades, 
todas as habilidades são tolas e sem sentido.”

“Sem a educação 
das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.”

“Os conhecimentos nos dão meios para viver.

A sabedoria nos dá razões para viver.”

“Quero ensinar as crianças. 
Elas ainda têm olhos encantados.

Seus olhos são dotados daquela qualidade que, 
para os gregos,

era o início do pensamento:...”

“...a capacidade de 
se assombrar diante do banal

“Para as crianças 
tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra. Coisas que os eruditos não vêem.”

“Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.

Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore...

...ou para 
o curioso das simetrias das folhas.”

“Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras 
que com a realidade para a qual elas apontam.”

“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. 
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.”
“As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.”

“Aprendemos palavras 
para melhorar os olhos.”

O ato de ver 
não é coisa natural. Precisa ser aprendido.”

“Há muitas pessoas 
de visão perfeita que nada vêem...

O ato de ver não é coisa natural. 
Precisa ser aprendido.”
“Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo,

e o mundo aparece refletido dentro 
da gente.”

“São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. 
Elas não têm saberes a transmitir.

No entanto, 
elas sabem o essencial da vida.”

“Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir 
e não se torna como criança jamais será sábio.”

Rubem Alves

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Série exibida no Fantástico sobre autismo

Assistindo a série exibida pelo Fantástico sobre o autismo, na Rede Globo, fiquei pensativa a respeito da abordagem da mesma. Pareceu-me um enfoque meramente informativo. 
Mediante o que analisei, gostaria de compartilhar com vocês sobre alguns aspectos e ainda, convidá-los a fazer uma leitura crítica e ao mesmo tempo, gostaria de expressar minha opinião.
Assisti aos episódios e percebi que o enfoque se fundamentou fortemente nos déficits (é claro que eles existem) porém, sabemos que precisamos ressaltar também potenciais e potenciais que não rotulem, como acontece muitas vezes nas pessoas com síndrome de Ásperger, altas habilidades/superdotação.
Outra questão que me chamou atenção foi o último episódio no qual se disse destacar a "inclusão". Considero que houve uma abordagem superficial mas que deixou bem explícito a concepção da série... (deixo pra você pode fazer suas análises!!!)
Sabemos da enorme dificuldade em "incluir", não somente pessoas com deficiência, mas também qualquer um que não esteja limitado ao padrão ideal de aluno. Podemos dizer que a escola não anda bem, essa triste afirmação se fundamenta em muitos fatores como por exemplo, formação de professores ainda ineficaz, sem a interlocução teoria/prática, número de alunos por sala, currículos que não expressam funcionalidade para a vida, prática pedagógica unificada, sem levar em consideração a heterogeneidade social, geográfica, étnica que quando depara com a presença de estilos diferenciados de aprendizagem muitas vezes representam obstáculos ao funcionamento escolar.
Infelizmente a série sobre autismo reforçou a ideia segregacionista das pessoas com deficiência. Penso que torna urgente, avançar nas discussões sobre a escolarização de todas as pessoas e em especial nesse momento, lembro das pessoas com autismo/transtornos globais do desenvolvimento - TGD, visto que é um grande desafio, mas não impossível.
Torna-se necessário ampliar as discussões para que transformemos a realidade existente e não apenas ser a favor ou contra a inserção de todos ao ambiente regular de ensino. Isso é um direito humano, direito de ir e vir, direito de escolher onde queremos estar, ficar e se desenvolver. 
Torna-se necessário investir verdadeiramente numa escola de qualidade, que atenda a todos com equidade e se estabeleça a justiça, o respeito e o reconhecimento entre todas as pessoas.
Tem-se usado essa fita colorida para representar o autismo. Sua descrição seria essa:
  • O quebra-cabeça ja diz tudo: Mistério, complexidade, dificuldade e autistas gostam de quebra-cabeças.
  • As diferentes cores e formas representam a diversidade das pessoas e das famílias convivendo com a desordem ou a trilogia autista (comportamentos repetitivos, comunicação, socialização).

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Missão África

Bom dia!

Estamos próximos a data da próxima viagem à África. Além no Centro de Nutrição, a Missão África (https://www.facebook.com/MissaoAfricaOng?fref=ts) iniciou um Escola de Educação Infantil em Maputo. Profissionais da saúde e educação, além de voluntários comporão a equipe na próxima expedição que sairá dia 12 de outubro de 2013.

domingo, 18 de agosto de 2013

Palestra Atendimento Educacional Especializado - AEE para pessoas com Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD



Os Transtornos Globais do Desenvolvimento - TGD são distúrbios nas interações sociais recíprocas. Caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos, assim como pelo estreitamento nos interesses e nas atividades. Englobam os diferentes transtornos do espectro autista. Causam variações na atenção, na concentração e, eventualmente, na coordenação motora. Mudanças de humor sem causa aparente e agressividade são comuns em alguns casos. As crianças apresentam seus interesses de maneira diferenciada e podem fixar sua atenção em uma só atividade, como observar determinados objetos, por exemplo. Com relação à comunicação verbal, podem repetir as falas dos outros, fenômeno conhecido como ecolalia ou ainda, comunicar-se por meio de gestos ou com uma entonação mecânica, fazendo uso de jargões.


Como lidar com o TGD na escola?

Tenho convivido, acompanhado e orientado o processo de escolarização de alunos com TGD na rede regular de ensino e nessa segunda feira, dia 19 de agosto vamos dialogar sobre os desafios e possibilidades que envolvem nossa prática enquanto educadora. Abaixo, o convite para a palestra.

Um grande abraço em todos e todas e até lá!



"O CEPAE vem informar mais uma atividade do nosso I Ciclo de Palestras: SEGUNDA-FEIRA, 19/08, haverá palestra sobre Atendimento Educacional Especializado para pessoas com Transtornos Globais do Desenvolvimento, com Noemi Mendes Alves Lemes.
A palestra acontecerá das 14:00 às 17:00h no auditório 5R-A - campus Santa Mônica."



sábado, 20 de julho de 2013

Dia do Amigo (a)

Penso que amizade é poder contar com uma pessoa especial que ajuda a preencher sua vida.
O (a) verdadeiro amigo (a) é aquele (a) que mesmo quando
não nos vemos constantemente temos a certeza de que está torcendo e desejando o melhor por você. Tenho inúmeros amigos assim... ficamos muito tempo sem nos ver, porém sei que não será o tempo ou a distância que fará com que pessoas importantes deixem de fazer parte de minha vida.
Acredito que amizade não é um sentimento, mas é uma marca que deixamos na vida das pessoas. 
Pra todos os meus amigos (as) deixo uma frase que gosto muito e define bem o que é ser amigo: "Amigo é aquele (a) em que podemos dizer: Por te conhecer, me tornei melhor". 

Obrigada, amigos (as)! Sou feliz por você fazer parte de minha vida. Feliz Dia!!!





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Software auxilia alfabetização de crianças com deficiência intelectual

Muito interessante a reportagem sobre mais um recurso para a educação escolar dos alunos com deficiência. Com certeza a utilização na sala de recursos multifuncionais pode auxiliar no resultado da aprendizagem de nossos alunos. 


DA UNB AGÊNCIA - UOL EDUCAÇÃO - 17/07/2013 - SÃO PAULO, SP

O software Participar, que auxilia na alfabetização de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, está disponível nas 650 escolas públicas do Distrito Federal e em todos os Estados do País. A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília) e tem sido aprovada pelos professores que utilizam o sistema.
`Foi o Participar que ajudou a minha filha a evoluir bastante`, garante Rosineide Santana de Araújo, mãe de Letícia. A menina de oito anos de idade começou a usar o software há menos de seis meses e já apresenta progresso em seu desenvolvimento cognitivo. `Este ano ela deu um salto grande quanto à socialização`, destaca a professora Ângela Vasconcelos, que atua na sala de leitura do Centro de Ensino 35 de Ceilândia.
Letícia foi diagnosticada com deficiência intelectual e, desde muito pequena, apresenta dificuldades para a comunicação. No início do ano, a professora Silvana Souza, da sala de recursos do colégio, apresentou o software Participar para a mãe da menina. Rosineide aprovou a utilização da tecnologia na escola e levou o projeto para casa. `Letícia gosta muito. Se deixar ela assiste todo dia`, conta a mãe.
`Antes ela representava as palavras com desenhos`, afirma Silvana. Após os exercícios com o Participar, Letícia entende que para escrever é necessário utilizar letras e que as palavras tem grafias diferentes. `Ela já está partindo para o nível da escrita`, garante a professora. Silvana acredita que a evolução da menina não é resultado apenas da utilização constante do software, mas também da determinação da mãe da criança, que incentiva o processo de aprendizado. `Eu lutei muito pela minha filha`, conta Rosineide.
Desde o início do ano, o programa tem sido utilizado na sala de recursos do Centro de Ensino 35 da Ceilândia. A escola atende 18 estudantes com deficiência intelectual, com idade entre 8 e 15 anos. `O software abrange todos os níveis de escrita e todas as dificuldades`, informa a professora Silvana. A iniciativa que deu certo no Brasil agora será exportada para outro continente. `A Divisão Educacional do Ministério das Relações Exteriores está intermediando as negociações pra que o software seja implantado em escolas de países africanos de língua portuguesa`, conta Wilson Veneziano, coordenador do projeto.
O programa
O Participar é um software multimídia criado para colaborar no desempenho de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual em fase de alfabetização. O programa apresenta as letras do alfabeto, o som de cada uma delas e exemplos de objetos em que são utilizadas, além de 600 vídeos produzidos pela UnBTV. Também é possível acessar uma série de exercícios, que são apresentados por dois jovens com Síndrome de Down, e ainda um bate-papo simulado.
O projeto teve início com o trabalho de conclusão de curso de Tiago Galvão e Renato Domingues, alunos da Ciência da Computação da UnB, sob a supervisão do professor Wilson Veneziano. O programa fez tanto sucesso que já há previsão de nova versão. `No segundo semestre, lançaremos a versão ampliada do Participar com novas funcionalidades e lições com base em sugestões dos professores usuários`, conta Wilson Veneziano.
A equipe continua trabalhando para o desenvolvimento de softwares educacionais. Entre os novos programas estão um direcionado a educandos autistas e outro que atua no ramo da matemática social, `com contribuições para a utilização de dinheiro, leitor de relógio e identificação do número da linha do ônibus`, exemplifica Veneziano.
Para o desenvolvimento dos projetos, a equipe conta com o auxílio da orientadora educacional Maraísa Borges. Ela é especializada em alfabetização de deficientes intelectuais e trabalha na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Interessados em adquirir o software Participar devem enviar pedido para o e-mail projetoparticipar@gmail.com

quarta-feira, 17 de julho de 2013

XII Seminário Nacional O uno e o diverso na Educação Escolar e III Congresso de Psicopedagogia

Excelente evento científico voltado para educadores, psicopedagogos, psicólogos.


UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
LINHA DE PESQUISA: SABERES E PRÁTICAS EDUCATIVAS

 XII SEMINÁRIO NACIONAL

O UNO E O DIVERSO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

 III CONGRESSO DE PSICOPEDAGOGIA
11 a 14 de Novembro de 2013

APRESENTAÇÃO

O Seminário O Uno e o Diverso na Educação Escolar e o Congresso de Psicopedagogia são eventos científicos realizados periodicamente como atividade acadêmica da Linha de Pesquisa “Saberes e Práticas Educativas”. Promover os eventos simultaneamente se justifica na intenção de articular pesquisadores e estudiosos de áreas correlatas, assim como favorecer a reflexão, a troca de experiências e a divulgação de pesquisas científicas, realizadas por diferentes pesquisadores das diversas instituições brasileiras, tendo como foco os saberes e as práticas educativas na educação escolar. A metodologia do evento privilegia a divulgação e discussão das pesquisas, ampliando os canais de difusão e interlocução entre diferentes segmentos da comunidade científica, acadêmica e educacional do Brasil.

OBJETIVOS

- Estimular a discussão sobre saberes e práticas educativas com profissionais da educação e docentes e discentes dos Cursos de graduação e de Pós-Graduação em Educação.

- Promover um espaço de troca de experiências sobre o exercício da docência e da pesquisa, seus desafios e suas possibilidades.

- Contribuir para o processo de formação inicial e continuada de profissionais da educação e áreas afins.

- Consolidar os grupos de pesquisa do PPGED e o intercâmbio científico com os outros grupos da UFU e dos demais Programas de Pós-Graduação do país, fortalecendo a interdisciplinaridade e incentivando a formação de redes e grupos interinstitucionais.

EIXOS TEMÁTICOS:

1.        Currículo, Linguagens e Culturas

2.        Educação Popular

3.        Educação  Inclusiva e Diversidade

4.        Didática, Metodologias de Ensino e Avaliação

5.        Formação de Professores

6.        Psicopedagogia e Psicologia da Educação

Público Alvo: Pesquisadores em Educação, Psicopedagogos, Psicólogos, Professores da Educação Superior, Professores e Profissionais da Educação Básica; Alunos de Graduação, Alunos de Pós-Graduação em Educação e áreas afins.

PROGRAMAÇÃO

11/11/2013

16:00Credenciamento

18:00 – Solenidade de Abertura

19:00Atividade Cultural – Banda Ab’Surdos – Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli

19:30Conferência de abertura.

Tema: Exclusão Escolar, Social e Fracasso Escolar

Conferencista: Profª . Dra Maria Helena Sousa Patto (USP)

Coordenação:Profª. Dra.. Arlete Bertoldo Miranda (UFU)

Local: Anfiteatro do bloco 3Q

12/11/2013

8:30Mesa -  redonda: Diferentes linguagens no ensino e na pesquisa em Ciências Humanas e Artes

Prof. Dr. Gilberto Icle (UFRGS)

Profa. Dra. Selva Guimarães (UFU)

Coordenação: Prof. Dr. Narciso Larangeira T. da Silva (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

8:30 – Mesa - redonda: A constituição da Práxis Psicopedagógica: diagnóstico, intervenção e inclusão

Profa. Dra. Maria Irene Miranda (UFU)

Profa. Dra. Neide de Aquino Noffs (PUC/SP)

Profa. Ms. Maria Isabel de Araújo (SME/UDI)

Coordenação: Profa. Ms. Noemi Mendes A. Lemes (SME/UDI)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14:00 – 17:00 – Mini cursos

17:30 – Lançamento de livros

19:00 – 21:30 – Apresentação de trabalhos

13/11/2013

8:30 – Apresentação de trabalhos

14:00 – 17:00 – Mini Curso

19:00 – 21:00 -  Palestra: Educação Popular e Avaliação

Profa. Dra. Maria Teresa Esteban (UFF)

Coordenação: Profª Dra.. Olenir Maria Mendes (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

Mesa Redonda: O Processo de Alfabetização na Perspectiva Psicopedagógica

Profa. Ms. Denise Bortoletto (Instituto Teresa Valsé)

Profa. Ms.Márcia Martins de Oliveira Abreu (UFU)

Profa. Ms. Noemi Mendes Alves Lemes (SME/UDI)

Coordenação: Profa. Paula Amaral Faria (UFU)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14/11/2013

8:30Mesa -  redonda: Didática e formação de professores             na perspectiva histórico-cultural
Profa. Dra. Albertina Mitjáns Martínez (UNB)
Prof. Dr. Fernando González Rey (UniCEUB)

Coordenação: Profª. Drª. Andréa Maturano Longarezi (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

8:30Mesa -  redonda: TDAH e Dislexia: possibilidades e desafios no contexto educacional

Profa. Dra. Sylvia Ciasca  (UNICAMP)

Prof. Dr. Jorge Simeão (UNICAMP)

Coordenação: Carolina Alvim Scarabucci de Oliveira

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14:00 – 17:00 – Apresentação de trabalho

19:00 – Atividade Cultural: apresentação dos alunos da Escola Municipal Profa. Irene Monteiro Jorge

19:30 – Conferência de encerramento

Tema: A Educação Escolar no Município de Uberlândia: desafios do poder público e da sociedade

Conferencista: Profª. Dra. Gercina Santana Novais (UFU/ SME)

Coordenação: Profª. Dra.. Maria Irene Miranda (UFU)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D


Normas para apresentação de trabalhos

Modalidade: Comunicação oral. No ato da inscrição o(s) autor(es) deve(m) indicar o Eixo temático ao qual se vincula seu trabalho.

Condições gerais para inscrição de trabalho

1. Estar inscrito no evento.
2. Cada participante poderá inscrever, no máximo, três trabalhos.

3. Em caso de trabalhos em co-autoria, os co-autores devem também se inscrever.

Instruções para envio  

No ato da inscrição, deverão ser encaminhados os textos do resumo e do trabalho completo em um único arquivo. Não serão aceitos trabalhos incompletos. Os resumos e os textos completos aprovados pela comissão científica serão publicados em Anais, com ISSN, na página do evento.

Atenção! O resumo e o texto completo deverão ser identificados pelo título do trabalho.  Para enviar os trabalhos acesse a página do evento em www.faced.ufu.br

 A lista de trabalhos aprovados será divulgada no dia 09/09/2013.

Resumo: O resumo do trabalho deve apresentar de 300 a 400 palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento simples; sem parágrafo; sem bibliografia; sem notas; sem figuras (apenas texto).

Trabalho completo: O texto completo deverá apresentar as especificações de formatação indicadas a seguir, seguindo o modelo proposto. Favor utilizar notas de fim, se for necessário, antes da bibliografia.

Formatação do trabalho completo:

  • O trabalho completo deverá ter de 3.200 a 4.000 palavras (de 8 a 10 páginas), incluindo notas  e bibliografia.
  • Papel tamanho A4.
  • Programa Word for Windows (versão 2003 ou superior).
  • Fonte Times New Roman.
  • Tamanho 12.
  • Espaçamento 1,5.
  • Margens: superior e inferior 2,5; esquerda e direita 3,0.
  • Alinhamento justificado.
  • Título em maiúsculo, centralizado e em negrito.
  • Nome do(s) autor(es) alinhado à direita depois de uma linha de espaço do título.
  • Vinculação institucional, logo abaixo do(s) nome(s) do(s) autor(es), também alinhado à direita.
  • Endereço eletrônico logo abaixo da vinculação institucional.
  • Depois de uma linha de espaço, o texto do trabalho.
  • Depois de duas linhas de espaço, as notas de fim, se forem necessárias.
  • Depois de duas linhas de espaço, a bibliografia, apresentada segundo as normas da ABNT.

Obs.: Os textos que não obedecerem a essas instruções não serão aprovados pela comissão científica.

CRONOGRAMA

05/08/2013 à  23 /08/2013
Inscrições e submissão de trabalhos
09/09/2013
Divulgação dos trabalhos aprovados
11/11/2013
Prazo final para inscrição de participantes sem apresentação de trabalhos

Inscrições e Forma de efetuar o pagamento:

Acesse:  www.faced.ufu.br
 
Taxa das Inscrições:

Professores universitários: R$ 80,00

Alunos de Graduação e Pós-Graduação: R$ 50,00

Professores Educação Básica e demais profissionais: R$ 60,00

Mais Informações:

As informações serão fornecidas pelo e-mail:


COORDENAÇÃO GERAL

Profª. Dra. Maria Irene Miranda – UFU/FACED

Profª. Dra.. Arlete A. Bertoldo Miranda – UFU/FACED

Realização:

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LINHA DE PESQUISA SABERES E PRÁTICAS EDUCATIVAS
GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE PSICOPEDAGOGIA ESCOLAR-GEPPE

Apoio:

FACED/PROEX/FAPEMIG                               

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP

Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGED