sábado, 20 de julho de 2013

Dia do Amigo (a)

Penso que amizade é poder contar com uma pessoa especial que ajuda a preencher sua vida.
O (a) verdadeiro amigo (a) é aquele (a) que mesmo quando
não nos vemos constantemente temos a certeza de que está torcendo e desejando o melhor por você. Tenho inúmeros amigos assim... ficamos muito tempo sem nos ver, porém sei que não será o tempo ou a distância que fará com que pessoas importantes deixem de fazer parte de minha vida.
Acredito que amizade não é um sentimento, mas é uma marca que deixamos na vida das pessoas. 
Pra todos os meus amigos (as) deixo uma frase que gosto muito e define bem o que é ser amigo: "Amigo é aquele (a) em que podemos dizer: Por te conhecer, me tornei melhor". 

Obrigada, amigos (as)! Sou feliz por você fazer parte de minha vida. Feliz Dia!!!





sexta-feira, 19 de julho de 2013

Software auxilia alfabetização de crianças com deficiência intelectual

Muito interessante a reportagem sobre mais um recurso para a educação escolar dos alunos com deficiência. Com certeza a utilização na sala de recursos multifuncionais pode auxiliar no resultado da aprendizagem de nossos alunos. 


DA UNB AGÊNCIA - UOL EDUCAÇÃO - 17/07/2013 - SÃO PAULO, SP

O software Participar, que auxilia na alfabetização de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual, está disponível nas 650 escolas públicas do Distrito Federal e em todos os Estados do País. A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília) e tem sido aprovada pelos professores que utilizam o sistema.
`Foi o Participar que ajudou a minha filha a evoluir bastante`, garante Rosineide Santana de Araújo, mãe de Letícia. A menina de oito anos de idade começou a usar o software há menos de seis meses e já apresenta progresso em seu desenvolvimento cognitivo. `Este ano ela deu um salto grande quanto à socialização`, destaca a professora Ângela Vasconcelos, que atua na sala de leitura do Centro de Ensino 35 de Ceilândia.
Letícia foi diagnosticada com deficiência intelectual e, desde muito pequena, apresenta dificuldades para a comunicação. No início do ano, a professora Silvana Souza, da sala de recursos do colégio, apresentou o software Participar para a mãe da menina. Rosineide aprovou a utilização da tecnologia na escola e levou o projeto para casa. `Letícia gosta muito. Se deixar ela assiste todo dia`, conta a mãe.
`Antes ela representava as palavras com desenhos`, afirma Silvana. Após os exercícios com o Participar, Letícia entende que para escrever é necessário utilizar letras e que as palavras tem grafias diferentes. `Ela já está partindo para o nível da escrita`, garante a professora. Silvana acredita que a evolução da menina não é resultado apenas da utilização constante do software, mas também da determinação da mãe da criança, que incentiva o processo de aprendizado. `Eu lutei muito pela minha filha`, conta Rosineide.
Desde o início do ano, o programa tem sido utilizado na sala de recursos do Centro de Ensino 35 da Ceilândia. A escola atende 18 estudantes com deficiência intelectual, com idade entre 8 e 15 anos. `O software abrange todos os níveis de escrita e todas as dificuldades`, informa a professora Silvana. A iniciativa que deu certo no Brasil agora será exportada para outro continente. `A Divisão Educacional do Ministério das Relações Exteriores está intermediando as negociações pra que o software seja implantado em escolas de países africanos de língua portuguesa`, conta Wilson Veneziano, coordenador do projeto.
O programa
O Participar é um software multimídia criado para colaborar no desempenho de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual em fase de alfabetização. O programa apresenta as letras do alfabeto, o som de cada uma delas e exemplos de objetos em que são utilizadas, além de 600 vídeos produzidos pela UnBTV. Também é possível acessar uma série de exercícios, que são apresentados por dois jovens com Síndrome de Down, e ainda um bate-papo simulado.
O projeto teve início com o trabalho de conclusão de curso de Tiago Galvão e Renato Domingues, alunos da Ciência da Computação da UnB, sob a supervisão do professor Wilson Veneziano. O programa fez tanto sucesso que já há previsão de nova versão. `No segundo semestre, lançaremos a versão ampliada do Participar com novas funcionalidades e lições com base em sugestões dos professores usuários`, conta Wilson Veneziano.
A equipe continua trabalhando para o desenvolvimento de softwares educacionais. Entre os novos programas estão um direcionado a educandos autistas e outro que atua no ramo da matemática social, `com contribuições para a utilização de dinheiro, leitor de relógio e identificação do número da linha do ônibus`, exemplifica Veneziano.
Para o desenvolvimento dos projetos, a equipe conta com o auxílio da orientadora educacional Maraísa Borges. Ela é especializada em alfabetização de deficientes intelectuais e trabalha na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal.
Interessados em adquirir o software Participar devem enviar pedido para o e-mail projetoparticipar@gmail.com

quarta-feira, 17 de julho de 2013

XII Seminário Nacional O uno e o diverso na Educação Escolar e III Congresso de Psicopedagogia

Excelente evento científico voltado para educadores, psicopedagogos, psicólogos.


UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
LINHA DE PESQUISA: SABERES E PRÁTICAS EDUCATIVAS

 XII SEMINÁRIO NACIONAL

O UNO E O DIVERSO NA EDUCAÇÃO ESCOLAR

 III CONGRESSO DE PSICOPEDAGOGIA
11 a 14 de Novembro de 2013

APRESENTAÇÃO

O Seminário O Uno e o Diverso na Educação Escolar e o Congresso de Psicopedagogia são eventos científicos realizados periodicamente como atividade acadêmica da Linha de Pesquisa “Saberes e Práticas Educativas”. Promover os eventos simultaneamente se justifica na intenção de articular pesquisadores e estudiosos de áreas correlatas, assim como favorecer a reflexão, a troca de experiências e a divulgação de pesquisas científicas, realizadas por diferentes pesquisadores das diversas instituições brasileiras, tendo como foco os saberes e as práticas educativas na educação escolar. A metodologia do evento privilegia a divulgação e discussão das pesquisas, ampliando os canais de difusão e interlocução entre diferentes segmentos da comunidade científica, acadêmica e educacional do Brasil.

OBJETIVOS

- Estimular a discussão sobre saberes e práticas educativas com profissionais da educação e docentes e discentes dos Cursos de graduação e de Pós-Graduação em Educação.

- Promover um espaço de troca de experiências sobre o exercício da docência e da pesquisa, seus desafios e suas possibilidades.

- Contribuir para o processo de formação inicial e continuada de profissionais da educação e áreas afins.

- Consolidar os grupos de pesquisa do PPGED e o intercâmbio científico com os outros grupos da UFU e dos demais Programas de Pós-Graduação do país, fortalecendo a interdisciplinaridade e incentivando a formação de redes e grupos interinstitucionais.

EIXOS TEMÁTICOS:

1.        Currículo, Linguagens e Culturas

2.        Educação Popular

3.        Educação  Inclusiva e Diversidade

4.        Didática, Metodologias de Ensino e Avaliação

5.        Formação de Professores

6.        Psicopedagogia e Psicologia da Educação

Público Alvo: Pesquisadores em Educação, Psicopedagogos, Psicólogos, Professores da Educação Superior, Professores e Profissionais da Educação Básica; Alunos de Graduação, Alunos de Pós-Graduação em Educação e áreas afins.

PROGRAMAÇÃO

11/11/2013

16:00Credenciamento

18:00 – Solenidade de Abertura

19:00Atividade Cultural – Banda Ab’Surdos – Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Capparelli

19:30Conferência de abertura.

Tema: Exclusão Escolar, Social e Fracasso Escolar

Conferencista: Profª . Dra Maria Helena Sousa Patto (USP)

Coordenação:Profª. Dra.. Arlete Bertoldo Miranda (UFU)

Local: Anfiteatro do bloco 3Q

12/11/2013

8:30Mesa -  redonda: Diferentes linguagens no ensino e na pesquisa em Ciências Humanas e Artes

Prof. Dr. Gilberto Icle (UFRGS)

Profa. Dra. Selva Guimarães (UFU)

Coordenação: Prof. Dr. Narciso Larangeira T. da Silva (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

8:30 – Mesa - redonda: A constituição da Práxis Psicopedagógica: diagnóstico, intervenção e inclusão

Profa. Dra. Maria Irene Miranda (UFU)

Profa. Dra. Neide de Aquino Noffs (PUC/SP)

Profa. Ms. Maria Isabel de Araújo (SME/UDI)

Coordenação: Profa. Ms. Noemi Mendes A. Lemes (SME/UDI)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14:00 – 17:00 – Mini cursos

17:30 – Lançamento de livros

19:00 – 21:30 – Apresentação de trabalhos

13/11/2013

8:30 – Apresentação de trabalhos

14:00 – 17:00 – Mini Curso

19:00 – 21:00 -  Palestra: Educação Popular e Avaliação

Profa. Dra. Maria Teresa Esteban (UFF)

Coordenação: Profª Dra.. Olenir Maria Mendes (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

Mesa Redonda: O Processo de Alfabetização na Perspectiva Psicopedagógica

Profa. Ms. Denise Bortoletto (Instituto Teresa Valsé)

Profa. Ms.Márcia Martins de Oliveira Abreu (UFU)

Profa. Ms. Noemi Mendes Alves Lemes (SME/UDI)

Coordenação: Profa. Paula Amaral Faria (UFU)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14/11/2013

8:30Mesa -  redonda: Didática e formação de professores             na perspectiva histórico-cultural
Profa. Dra. Albertina Mitjáns Martínez (UNB)
Prof. Dr. Fernando González Rey (UniCEUB)

Coordenação: Profª. Drª. Andréa Maturano Longarezi (UFU)

Local: Anfiteatro 5R A e 5R B

8:30Mesa -  redonda: TDAH e Dislexia: possibilidades e desafios no contexto educacional

Profa. Dra. Sylvia Ciasca  (UNICAMP)

Prof. Dr. Jorge Simeão (UNICAMP)

Coordenação: Carolina Alvim Scarabucci de Oliveira

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D

14:00 – 17:00 – Apresentação de trabalho

19:00 – Atividade Cultural: apresentação dos alunos da Escola Municipal Profa. Irene Monteiro Jorge

19:30 – Conferência de encerramento

Tema: A Educação Escolar no Município de Uberlândia: desafios do poder público e da sociedade

Conferencista: Profª. Dra. Gercina Santana Novais (UFU/ SME)

Coordenação: Profª. Dra.. Maria Irene Miranda (UFU)

Local: Anfiteatro 5R C e 5R D


Normas para apresentação de trabalhos

Modalidade: Comunicação oral. No ato da inscrição o(s) autor(es) deve(m) indicar o Eixo temático ao qual se vincula seu trabalho.

Condições gerais para inscrição de trabalho

1. Estar inscrito no evento.
2. Cada participante poderá inscrever, no máximo, três trabalhos.

3. Em caso de trabalhos em co-autoria, os co-autores devem também se inscrever.

Instruções para envio  

No ato da inscrição, deverão ser encaminhados os textos do resumo e do trabalho completo em um único arquivo. Não serão aceitos trabalhos incompletos. Os resumos e os textos completos aprovados pela comissão científica serão publicados em Anais, com ISSN, na página do evento.

Atenção! O resumo e o texto completo deverão ser identificados pelo título do trabalho.  Para enviar os trabalhos acesse a página do evento em www.faced.ufu.br

 A lista de trabalhos aprovados será divulgada no dia 09/09/2013.

Resumo: O resumo do trabalho deve apresentar de 300 a 400 palavras; fonte Times New Roman; tamanho 12; espaçamento simples; sem parágrafo; sem bibliografia; sem notas; sem figuras (apenas texto).

Trabalho completo: O texto completo deverá apresentar as especificações de formatação indicadas a seguir, seguindo o modelo proposto. Favor utilizar notas de fim, se for necessário, antes da bibliografia.

Formatação do trabalho completo:

  • O trabalho completo deverá ter de 3.200 a 4.000 palavras (de 8 a 10 páginas), incluindo notas  e bibliografia.
  • Papel tamanho A4.
  • Programa Word for Windows (versão 2003 ou superior).
  • Fonte Times New Roman.
  • Tamanho 12.
  • Espaçamento 1,5.
  • Margens: superior e inferior 2,5; esquerda e direita 3,0.
  • Alinhamento justificado.
  • Título em maiúsculo, centralizado e em negrito.
  • Nome do(s) autor(es) alinhado à direita depois de uma linha de espaço do título.
  • Vinculação institucional, logo abaixo do(s) nome(s) do(s) autor(es), também alinhado à direita.
  • Endereço eletrônico logo abaixo da vinculação institucional.
  • Depois de uma linha de espaço, o texto do trabalho.
  • Depois de duas linhas de espaço, as notas de fim, se forem necessárias.
  • Depois de duas linhas de espaço, a bibliografia, apresentada segundo as normas da ABNT.

Obs.: Os textos que não obedecerem a essas instruções não serão aprovados pela comissão científica.

CRONOGRAMA

05/08/2013 à  23 /08/2013
Inscrições e submissão de trabalhos
09/09/2013
Divulgação dos trabalhos aprovados
11/11/2013
Prazo final para inscrição de participantes sem apresentação de trabalhos

Inscrições e Forma de efetuar o pagamento:

Acesse:  www.faced.ufu.br
 
Taxa das Inscrições:

Professores universitários: R$ 80,00

Alunos de Graduação e Pós-Graduação: R$ 50,00

Professores Educação Básica e demais profissionais: R$ 60,00

Mais Informações:

As informações serão fornecidas pelo e-mail:


COORDENAÇÃO GERAL

Profª. Dra. Maria Irene Miranda – UFU/FACED

Profª. Dra.. Arlete A. Bertoldo Miranda – UFU/FACED

Realização:

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LINHA DE PESQUISA SABERES E PRÁTICAS EDUCATIVAS
GRUPO DE ESTUDO E PESQUISA SOBRE PSICOPEDAGOGIA ESCOLAR-GEPPE

Apoio:

FACED/PROEX/FAPEMIG                               

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação – PROPP

Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGED






             

 


 







Ao meu grande amor no seu dia...


Quero desejar muitos, muitos dias em minha companhia. Amo você!
Abaixo, um singelo poema pra brindarmos esse dia!

SEU DIA
Por Noemi Mendes Alves Lemes
Todo dia é seu dia!
Sim, todos os dias...

Dias de lutas, dias de vitória,

Dias azuis, dias escuros,

Dias em que o tempo passa rápido,

Dias em que percebemos cada minuto se passar,

Dias de choro, dias de alegria,

Dias de profunda reflexão,

Dias que não se dá tempo nem de pensar,

Todo dia é seu dia!

Sim, todos os dias...

Todos os dias se faz presente:

A chuva ou a sequidão,

O sol escaldante ou a escuridão,

Noites estreladas ou o céu acinzentado,

Que pode surgir uma lua pra iluminar toda a noite,

Ou apenas um pedaço dela,

Não importa o dia e nem como é o dia...

Importa é ter você presente nos meus dias,

E poder desejar que haja sempre o brilho de uma Luz que nunca se apaga;

Desejar chuvas de alegria, porque você tem a Força que te impulsiona a se apropriar da Esperança;

Lembrar-te que tudo podes, pois tens um Deus que te fortalece; por isso não faltarão obstáculos para que experimentes as vitórias...

Em sua vida, dias se foram, dias ainda surgirão

Porém, existe um dia mais especial que todos os dias...

Esse dia é o Seu Dia!

 
Agradeço a Deus nesse dia por ter feito você!

Felicidades sempre...
 
 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Furtos na escola

Queixa comum entre alunos e professores, os furtos ocorridos dentro da escola agora têm números oficiais: quase 30% dos gestores de todo o país relataram casos de furtos a alunos e 16% a professores, realizados por pessoas da própria escola. Os dados são do questionário da Prova Brasil 2011, que foi respondido por diretores de mais de 56 mil escolas públicas brasileiras. Especialistas ouvidos pela Escola Pública explicam como docentes e gestores devem agir nesses casos e apontam os principais erros cometidos. E fazem uma advertência: os furtos precisam ser coibidos para evitar o clima de insegurança na escola, mas muitos desses `delitos` não deveriam ser enquadrados como furtos se analisados sob a ótica da criança.
Para a socióloga Miriam Abramovay, coordenadora do projeto Violência e convivência nas escolas brasileiras (parceria da Organização dos Estados Ibero-americanos, MEC e FLACSO), pequenos furtos ocorridos na escola se tornaram corriqueiros e foram banalizados. `Fiz três grandes pesquisas sobre o tema que se tornaram livros. Elas mostram que o furto não é associado à violência na escola`, diz Miriam. E este é o grande mal: tratar o tema como algo pouco importante. Essa visão contribui para que a escola não crie regras claras que coíbam os furtos e trate cada caso de uma forma, o que aumenta a sensação de insegurança entre os alunos e cria um clima escolar ruim.
"Enquanto se chama a polícia para alguns casos de furto, não se leva a sério outros e até se culpa o aluno vítima do roubo, dizendo que foi ele quem não `cuidou` de seus pertences. Isso gera uma sensação de impotência e uma falta de confiança no espaço escolar", explica Miriam.
 
Postura da escola
 
O conselho número 1 dado pelos especialistas é transformar o furto ocorrido em uma situação educativa. `Como se trata de uma escola, deve-se agir de modo educativo e não meramente especulativo e policialesco`, diz Sonia Mari Shima Barroco, psicóloga escolar,
professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e coordenadora do projeto Enfrentamento da violência na escola, envolvendo a UEM, a Universidade Federal do Paraná e a Universidade Federal de Rondônia.
Miriam explica que cada escola deve ter suas regras e tentar resolver o problema internamente. `As regras devem ser claras, escritas, e criadas em consenso com os alunos após muitas conversas em que fique entendido o que é o furto, como quem é furtado se sente e como a ocorrência de furtos pode contribuir para que os alunos e a escola tenham problemas agora e também no futuro`, diz.
Sonia lembra que quando os furtos se apresentam na escola, ou mesmo antes disso, é preciso trabalhar junto aos alunos, às famílias, aos funcionários e aos próprios professores conteúdos formativos sobre a vida em coletividade e a importância e os valores dessa convivência.
`Não se trata de temática isolada a ser contemplada em uma única turma ou série. Isso pode ser feito de diferentes maneiras, como, por exemplo, por meio da arte ou do uso de matérias informativas sobre a sociedade e a vida na atualidade`, diz Sonia.
Roberto da Silva é professor da Faculdade de Educação da USP e foi conselheiro do Instituto Latino-Americano para Prevenção ao Delito e Tratamento da Delinquência (Ilanud), da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele ressalta que o furto é um ato infracional e o diretor, segundo consta no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é a autoridade competente no âmbito escolar para lidar com a situação - ouvindo o conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres. Para ele, deve-se sempre buscar a resolução interna do conflito e evitar a criminalização do comportamento da criança.
Pais, Conselho e Polícia
Sonia recomenda que a escola comunique o fato ocorrido aos pais do aluno que cometeu o furto e que os oriente a respeito de medidas disciplinares educativas. Mas Miriam adverte que os pais devem ser chamados sempre com cuidado. `É preciso entender o contexto familiar do aluno antes. Saber se os pais têm o hábito de bater nele ou dar castigos severos, por exemplo, o que pode piorar o comportamento do aluno. Os pais deveriam ser aliados, mas a realidade é que há grande distanciamento. Primeiro, a escola deve tentar resolver, depois chamar os pais e, em último caso, o Conselho Tutelar`, diz.
A ressalva a respeito de envolvimento do Conselho Tutelar é feita, em especial, para alunos mais novos. Segundo Miriam, encaminhar o aluno ao Conselho Tutelar é algo que o marginaliza diante dos outros, o que pode comprometer seu futuro.
Caso o autor do furto seja descoberto, Roberto Silva difere crianças e adolescentes na hora de decidir como a escola deve agir. Quando se trata de um aluno menor de 12 anos de idade, o caminho é comunicar aos pais, dar orientação e apoio e promover a assinatura de um Termo de Responsabilidade e supervisionar para que não haja reincidência.
`Se o Termo de Responsabilidade não for integralmente cumprido, pode-se impor aos pais a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta, com prazo determinado, frequência e atividades a serem cumpridas. Somente a quebra dos acordos feitos no âmbito desse Termo de Ajustamento de Conduta justificaria a comunicação ao Conselho Tutelar`, explica Silva.
No caso de furto cometido por adolescente de 12 até 18 anos incompletos, valem todos os procedimentos indicados acima, diz. `Se todas as tentativas de resolução pacífica do conflito forem infrutíferas, inclusive a interveniência do Conselho Tutelar, pode-se, segundo a realidade do município, acionar a Guarda Civil ou a Polícia Militar`, explica. O professor ressalta que, caso se chegue a esse extremo, a escola deve se munir do máximo de informações que comprovem a autoria do fato (o flagrante, a acusação direta da vítima ou a posse do objeto do furto com o autor), a materialidade do fato (descrição detalhada do objeto do furto) e de prova testemunhal (ter duas ou mais testemunhas que reconheçam o autor e aceitem se identificar e testemunhar).
Já para Miriam, chamar a polícia para fazer um boletim de ocorrência é o pior que pode acontecer: `a polícia só deve ser chamada em situações muito graves.`

Erros da escola

Surpreendidos pelo furto, muitos professores, diretores e mesmo inspetores costumam tomar medidas ineficientes e até inconstitucionais. A principal delas é tornar o fato público antes que se tenha apurado responsabilidades, o que ajuda a alimentar o clima de desconfiança, de insegurança e de `busca` por culpados, diz Silva. Segundo ele, há muita confusão de perda, extravio ou esquecimento com furto, o que provoca constrangimento geral e, ao final, se percebe que tudo não passou de um mal-entendido.
Silva condena também a aplicação de sanções ou punições coletivas, tais como a revista da mochila de todos os alunos e a suspensão coletiva de atividades. `Ambas ilegais, pois não existe no Código Penal nem no ECA a figura da `punição coletiva`, o que é clara violação do artigo 5º do ECA`, explica.
Outro erro grave é a detenção de crianças e adolescentes em ambientes fechados da unidade escolar, tais como banheiros, despensa ou sala de direção, por mera suspeita, sem que haja qualquer determinação judicial, o que configura cárcere privado, menciona Silva. Assim como tentativas de imobilizar, amarrar ou algemar crianças e adolescentes até a chegada de autoridade policial, o que configura infração ao artigo 5º do ECA.
O preconceito é outra falha apontada por Silva - e não apenas ligado à cor da pele ou à aparência física. `Existe a culpabilização de alunos sobre os quais pesam certos estereótipos, principalmente o fato de ter cumprido ou estar cumprindo medida socioeducativa; ter pai, mãe ou outro familiar preso ou envolvido em atividades criminosas; morar em locais desfavorecidos socialmente, como cortiços, favelas e invasões; ou ser usuário de algum tipo de droga que cria dependência`, diz Silva.
Miriam ressalta que a escola deve ser criteriosa e só acusar diante de certeza. `É preciso ter muito cuidado. Há casos em que um não gosta do outro e inventa que foi ele quem furtou`, diz Miriam.
 
Vigilância
 
A instalação de câmeras nas salas de aula e em outros espaços da escola tem sido cada vez mais comum, mas é controversa. Sonia vê nas câmeras um lado positivo: `ante o contexto de violência que se processa fora e dentro da escola, constituem um fator inibitório e estratégia fundamental ao gestor`, diz.
Já Miriam classifica a atitude como `lamentável`. `Experiências internacionais mostram que quanto mais se tenta usar esse tipo de medida repressiva, mais os alunos tentam burlar esses mecanismos e conseguem. Quanto mais se sentem vigiados, mais querem aparecer e serem considerados os `piores`. A cultura do espetáculo mexe muito com os alunos. Além disso, cria-se um clima de repressão dentro da escola, o que não é sinônimo de educação`, diz Miriam.
Silva concorda. Segundo ele as câmeras - assim como chips de monitoramento remoto, grades por todos os lados, rígidos controles de entradas e saídas e seguranças uniformizados, sejam ou não policiais - são medidas de exacerbação dos mecanismos de controle social quando visam mais à vigilância do que à segurança de crianças e adolescentes. Todas essas medidas desconsideram códigos e valores próprios da infância e julgam e intervêm junto às crianças e adolescentes a partir de uma cultura adultocêntrica, explica.
 
Motivações
 
É preciso saber que crianças podem `levar` coisas e não necessariamente entendem isso como furto, explica Sonia. É o que também afirma Roberto Silva: `a maioria dos 30% de furtos entre alunos identificados pelo MEC provavelmente não seriam interpretados como `ato infracional` se fosse analisada de um ponto de vista estritamente pedagógico e não jurídico ou criminológico. A motivação para o ato não é nem a de empobrecimento do outro nem a de enriquecimento ilícito do autor`, diz.
Ele explica que um menino pode usar seus apetrechos pessoais - tênis, boné, celular, MP3, etc. - para ostentar classe, riqueza e privilégio diante de outros e com isso levar vantagens com diretores ou professores, ter mais amigos e atrair a atenção das garotas. Esse aluno pode ser vítima de subtração desses bens, não porque outros meninos queiram deixá-lo `mais pobre` e se tornarem `mais ricos`, mas simplesmente para equilibrar as regras do jogo na participação em grupos, e no exercício da liderança. Neste caso, diz Silva, a motivação não é de natureza criminológica, é própria dos jogos infantojuvenis. `Se o adulto próximo não entende a lógica de competição das crianças, vai intervir de forma inadequada, seja impedindo que eles exercitem e criem as próprias regras, aprendendo a negociar as diferenças e encontrando o ponto de equilíbrio nessas relações, seja simplesmente rotulando e, consequentemente, punindo como `furto` comportamentos que nada têm a ver com a lógica consumista e possessiva da atualidade.`
Silva frisa que adultos não gostam de ostentação e geralmente reagem de forma hostil, com inveja, sabotagem ou desprezo, por vezes chegando à violência, vingança e morte. `Crianças e adolescentes, em plena fase de desenvolvimento, talvez ainda vejam possibilidades de colocar essa `competição` em termos igualitários simplesmente subtraindo do outro instrumentos, recursos, meios e objetos que os coloquem em vantagem na competição por afeição, participação e prestígio dentro de grupos da mesma idade. Interpretar e punir tal comportamento como crime é o próprio crime contra a lógica infantil`, afirma Silva.
 
O que fazer em caso de furto na escola?
 
- Crie regras para coibir os furtos e trate todos os casos com a mesma importância.
- As regras devem ser claras, por escrito e criadas em consenso com os alunos.
- A resposta aos furtos deve ser feita de forma educativa.
- Trabalhe temas sobre convivência com toda a comunidade escolar.
- Busque resolver o problema internamente e evite criminalizar o aluno.
- Converse com os pais e só recorra ao Conselho Tutelar quando tiver esgotado outras alternativas.
- A polícia só deve ser chamada em situações muito graves.
O que não fazer:
- Não torne o problema público até ter apurado as responsabilidades.
- Não reviste as mochilas de todos ou dê suspensões coletivas.
- Não detenha crianças em ambientes fechados da escola sem determinação judicial. Não imoblize, amarre ou algeme o aluno.
- Cuidado com preconceitos raciais, sociais, estereótipos ou contra alunos que cumprem medida socioeducativa.
 
Patrícia Pereira - Revista Escola Pública - 05/07/2013 - São Paulo, SP